O governo do presidente do Equador, Rafael Correa, decretou na quinta-feira estado de exceção no país para conter protestos de policiais e militares que levaram a nação sul-americana ao caos.
“Uma vez que setores da polícia abandonaram irresponsavelmente seu trabalho… declaramos o estado de exceção”, disse a jornalistas o ministro de Segurança Interna, Miguel Carvajal.
Segundo o secretário jurídico da Presidência, Alexis Mera, foi declarado “estado de exceção por uma semana” e, nesse período, as forças militares assumirão o controle da segurança nacional.
Correa denunciou uma “conspiração” da oposição e expressou indignação diante dos “atos inadmissíveis” de um grupo de policiais que o agrediu com bombas de gás lacrimogêneo.
Usando máscara de gás e uma bengala, Correa deixa Regimento Quito 1
Centenas de militares e policiais equatorianos tomaram o maior quartel de Quito e o aeroporto internacional da cidade, em protesto contra um decreto aprovado pelo Congresso Nacional. A medida elimina benefícios sociais e afeta os salários dos policiais, segundo representantes da categoria.
“É uma tentativa de golpe de Estado da oposição. São certos grupos alocados nas Forças Armadas e na Polícia, basicamente o grupo da Sociedade Patriótica”, afirmou ele à Radio Pública em referência ao partido político do ex-presidente Lúcio Gutiérrez (2003-2005).
A entrevista foi dada a partir do hospital onde Correa recebe soro. Ele foi levado ao local após um discurso no quartel tomado pelos policiais, onde foi recebido com ofensas e pedras.
“Não daremos um passo atrás, se querem tomar os quartéis, se querem deixar os cidadãos indefesos e se querem trair sua missão de policiais, façam isso”, afirmou Correa, diante de centenas de policiais
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